terça-feira, 11 de maio de 2010

Rio das Ostras Jazz & Blues Festival


Por Leonardo Alcântara (JazzMan!)

Rio das Ostras, pequena cidade no litoral norte do estado do Rio de Janeiro, atrai milhares de turistas o ano todo, interessados em usufruir as mais diversas belezas naturais que a cidade oferece. Mas não é só de natureza que vive Rio das Ostras. Nos últimos anos, a cidade também recebeu o apelido de "a capital do jazz e do blues" por abrigar o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, o maior festival do gênero na América Latina. Todos os anos, no feriado de Corpus Christi, Rio das Ostras é a rota obrigatória de entusiastas da música de qualidade, que saem de toda parte do país para prestigiar o evento.
Este ano, em sua oitava edição, os organizadores vieram ratificar que o festival é não só o maior da América Latina, mas o melhor também, trazendo nomes de peso da atual cena nacional e internacional. O baixista Ron Carter é uma prova da força desta oitava edição. Carter é uma das maiores lendas vivas do jazz, admirado no mundo todo por sua música rica e comovente.
Além de Carter, que virá acompanhado de Russel Malone e Mulgrew Miller, também participam do 8º Rio das Ostras Jazz & Blues: T.M. Stevens Project com Cindy Blackman, Delmar Brown & Blackbird Mc Knight, Rod Piazza & The Mighty Flyers, Glen David Andrews, Michael “Patches” Stewart, The Michael Landau Group, Victor Bailey Band, Stanley Jordan Trio com Armandinho Macêdo, Joey Calderazzo Quartet, Raul de Souza, André Cristóvam e Rio Jazz Big Band & Taryn.
Este ano, o festival conta com uma novidade. Um palco será montado na Praça São Pedro, no centro de Rio das Ostras, para abrir espaço aos novos talentos do jazz e do blues nacional.
Os já tradicionais palcos da Praia da Tartaruga e da Lagoa de Iriry oferecem belos cenários naturais, que se fundem ao jazz e ao blues e criam uma atmosfera perfeita para o espectador. O resultado: um clima familiar e muito animado em prol da boa música.
No palco principal, em Costa Azul, o público irá se deparar com uma mega estrutura técnica de som e iluminação, que nos últimos anos vem sido muito elogiada, sobretudo pelos artistas. O público ainda irá contar com diversas opções de alimentação, lojas, sala de exposição, além de uma brigada de incêndio e toda infra-estrutura médica pronta para atuar em caso de alguma emergência.
O festival irá acontecer entre os dias 02 e 06 de junho. Serão cinco dias de shows gratuitos, com apresentações às 11h15 (Praça de São Pedro), 14h15 (Lagoa do Iriry), 17h15 (Tartaruga) e 20h (Costazul).
O Rio das Ostras Jazz & Blues acontece desde 2003. Realizado pela Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio da Prefeitura de Rio das Ostras, com produção de Stenio Mattos (Azul Produções), apresentou ao longo de suas cinco edições músicos como Stanley Jordan, Jane Monheit, John Scofield, Mike Stern, Richard Bona, James Carter, T.S. Monk, Robben Ford, Ravi Coltrane, Roy Rogers, Stefon Harris, Dom Salvador, Luciana Souza, Yamandú Costa, Romero Lubambo, Naná Vasconcellos, Sérgio Dias, Hamilton de Holanda, Celso Blues Boy, Léo Gandelman e Egberto Gismonti entre outros importantes artistas nacionais e internacionais. JM

Mais detalhes no site: http://www.riodasostrasjazzeblues.com/

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A grande Wanda Sá

Ela é uma das minhas intérpretes favoritas quando o assunto é bossa nova. Voz belíssima e com toda a bossa da bossa. Já executamos diversas canções suas no programa, inclusive deste álbum que ela gravou junto com o Menescal. Aí vai um video com a perfomance de ambos. Grande Wanda Sá!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Outra cantora revelação

Stacey Kent é uma das maiores revelações do jazz dos últimos anos. Uma cantora refinada e audaciosa, que ao longo da sua carreira vem arrancando elogios por onde passa e a cada álbum mostrando sua capacidade em diversificar sua música, porém sem perder a identidade. Desde o seu primeiro álbum lançado em 1997, Stacey vem explorando a música de diversas formas, regravando standards americanos e passeia com elegância pela música brasileira, inclusive gravando um álbum inteiro assim.

Em “Raconte-moi” seu mais novo álbum, Stacey mostra outra faceta do seu vasto conhecimento. Não que não tivesse mostrado antes, pois sua ligação com a França vem desde sua infância, já que seu avô morou lá e com isso Stacey passou um tempo no país, estudou francês e se apegou a cultura local. Por isso este é tão especial, pois foi gravado inteiramente em francês e a cantora buscou na música francesa o material para o seu repertório e com isso reuniu alguns clássicos de épocas diferentes. Entre as canções estão composições de Salvador, Michel Jonasz, Keren Ann e também há espaço para novos talentos, como Claire Denamur, Pierre-Dominique Burgaud e Emilie Satt, responsável pelo single “La Venus du Melo”. O maestro Tom Jobim também é homenageado com a música “Águas de Março”, porém na versão francesa de George Moustaki, chamada “Les Eaux de Mars”.



O resultado não poderia ser outro, um álbum primoroso e sofisticado. A voz de Stacey continua como nos trabalhos anteriores: suave e delicada. Sua capacidade de interpretação é impressionante. Destaques para os arranjos e a banda que acompanha a cantora, primeiramente Jim Tomlinson (saxofone tenor, soprano, barítono e clarinete) e também marido, que acompanha Stacey há mais de 20 anos, Graham Harvey (piano e Frender Rhodes), John Parricelli (guitarra), Jeremy Brown (baixo), Matt Skelton (bateria e percussão).
Stacey Kent mostra outra vez o porquê do seu reconhecimento ser mais do que merecido. É sem dúvida figura entre as melhores interpretes do jazz na atualidade e tem tudo para fazer de “Raconte-moi” o grande lançamento do ano.

Fonte: blog Jazz & Rock

Ideia bem interessante

A cantora Dani Gurgel encontrou um interessante e inteligente modo de divulgação de seu trabalho via midias sociais. Eu já participei e pedi para ela fazer show em Taubaté. E recebi o dowload de uma faixa por email. Veja abaixo:


terça-feira, 4 de maio de 2010

Tributo a Ella

Temos programado varias faixas deste álbum ao longo dos últimos programas. E agora postamos aqui um video do show de lançamento do Tributo a Ella Fitzgerald, gravado por Jane Duboc e Victor Biglione.


sexta-feira, 30 de abril de 2010

A maior de todas

Billie Holiday (Filadélfia, 7 de Abril de 1915 — Nova Iorque, 17 de Julho de 1959), Lady Day para os fãs, é por muitos considerada a maior de todas as cantoras do jazz.




Infância


Nascida Eleanor Fagan Gough, foi criada em Baltimore por pais adolescentes. Quando nasceu, seu pai, Clarence Holiday, tinha quinze anos de idade e sua mãe, Sarah Fagan, apenas treze. Seu pai, guitarrista e banjista, abandonou a família quando Billie ainda era bebê, seguindo viagem com uma banda de jazz. Sua mãe, também inexperiente, frequentemente a deixava com familiares.
Menina americana negra e pobre, Billie passou por todos os sofrimentos possíveis. Aos dez anos foi violentada sexualmente por um vizinho, e internada numa casa de correção para meninas vítimas de abuso. Aos doze, trabalhava lavando o chão de prostíbulos. Aos catorze anos, morando com sua mãe em Nova York, caiu na prostituição.

Carreira

Sua vida como cantora começou em 1930. Estando mãe e filha ameaçadas de despejo por falta de pagamento de sua moradia, Billie sai à rua em desespero, na busca de algum dinheiro. Entrando em um bar do Harlem, ofereceu-se como dançarina, mostrando-se um desastre. Penalizado, o pianista perguntou-lhe se sabia cantar. Billie cantou e saiu com um emprego fixo.
Billie nunca teve educação formal de música e seu aprendizado se deu ouvindo Bessie Smith e Louis Armstrong.
Após três anos cantando em diversas casas, atraiu a atenção do crítico John Hammond, através de quem ela gravou seu primeiro disco, com a big band de Benny Goodman. Era o real início de sua carreira. Começou a cantar em casas noturnas do Harlem (Nova York), onde adotou seu nome artístico.
Cantou com as big bands de Artie Shaw e Count Basie. E foi uma das primeiras negras a cantar com uma banda de brancos, em uma época de segregação racial nos EUA (anos 1930). Consagrou-se apresentando-se com as orquestras de Duke Ellington, Teddy Wilson, Count Basie e Artie Shaw, e ao lado de Louis Armstrong.
Billie Holiday foi uma das mais comoventes cantoras de jazz de sua época. Com uma voz etérea, flexível e levemente rouca, Sua dicção, seu fraseado, a sensualidade à flor da voz, expressando incrível profundidade de emoção, a aproximaram do estilo de Lester Young, com quem, em quatro anos, gravou cerca de cinquenta canções, repletas de swing e cumplicidade. Lester Young foi quem lhe apelidou "Lady Day".
A partir de 1940, apesar do sucesso, Billie Holiday, sucumbiu ao álcool e às drogas, passando por momentos de depressão, o que se refletia em sua voz.
Pouco antes de sua morte por overdose de drogas, Billie Holiday publicou sua autobiografia em 1956, Lady Sings the Blues, a partir da qual foi feito um filme, em 1972, tendo Diana Ross no papel principal.

Músicas de sua autoria

"Billie's Blues" (1936)

"Don't Explain" (1944)

"Everything Happens For The Best" (1939)

"Fine and Mellow" (1939)

"God Bless the Child" (1941)

"Lady Sings the Blues" (1956)

"Long Gone Blues" (1939)

"Now or Never"(1949)

"Our Love Is Different" (1939)

"Stormy Blues" (1954)

Arquivo do blog