terça-feira, 13 de abril de 2010

CELEBRAÇÃO PARA MARY LOU WILLIAMS

8 de Maio seria o 100° aniversário da legenda do jazz , Mary Lou Williams (na foto). Para celebrar este centenário, a fundação, que tem o seu nome, promoverá um concerto em benefício da Xavier Mission na igreja recentemente restaurada de São Francisco Xavier em Nova York .
O concerto, que homenageará a música de Mary Lou Williams, começará às 19h30min com Rob Crocker da WBGO , estação de rádio especializada em jazz, servindo como mestre de cerimônia. A Fundação Mary Lou Williams — criada por Williams em 1980— anunciou que o programa contará com as presenças do Aaron Diehl Trio, Laurel Massé do Manhattan Transfer , do saxofonista Victor Goines e um coro com 40 vozes conduzido pelo diretor musical da igreja, John Uehlein.
Após uma longa e celebrada carreira como pianista, compositora e arranjadora, colaborando com os pesos pesados do jazz tais como Duke Ellington, Dizzy Gillespie e Thelonious Monk, Williams faleceu em 1981. Ela nasceu em Atlanta, mas se criou em Pittsburg e foi autodidata, aprendendo a tocar piano bem jovem e escreveu centenas de composições e arranjos, além de gravar mais de 100 discos.
Em 1957 ela se converteu ao Catolicismo e começou a visitar a Igreja de São Francisco Xavier. Durante o tempo em que atuou dedicou-se a hinos sacros e compôs trabalhos religiosos como “Black Christ of the Andes” e “Praise the Lord”. Outra de suas composições daquele tempo, “Music for Peace”, foi mais tarde gravada como um Réquiem sob o nome de “Mary Lou’s Mass” e adaptada em sua inteireza pelo Balé Alvin Ailey . Desde 2000, os arquivos de Williams têm sido preservados pela Rutgers University Institute of Jazz Studies.
A Xavier Mission é um programa de atendimento comunitário da Igreja de São Francisco Xavier, localizada na 46 West 16th Street, que mantém serviços de abrigo aos sem-teto e fornecimento de sopas. A Missão vem servindo a comunidade por mais de 25 anos, providenciando tratamento gratuito de dores lombares, protegendo portadores de AIDS, mantendo depósito de comida e de roupas e programas de treinamento. O concerto será o primeiro de muitos eventos celebratórios do 130° aniversário da restauração da igreja.

Fonte: JazzTimes / Aubrey Everett
Foto: James Kriegsmann

Talento e mistura de jazz com pop: Fredrika Stahl

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Mais um número especial

Hoje pela manhã gravei nos estudios da FM Unitau o programa de número 150 do Bossa, Jazz & Cia. Mais um marco nesta trajetória de sons e músicas de qualidade. O programa 150 deve ir ao ar no final de abril e/ou início de maio.

Um pouco sobre Dani Gurgel

Por: Liz Marina



Cada cidade tem seu canto...

Dona de uma musicalidade sólida como o bruto concreto das obras de Lina Bo Bardi e uma voz tão delicada como as curvas representadas por Niemayer. Vivendo música desde sempre, Dani Gurgel começou aos três anos, passando por vários instrumentos. Foram 15 anos como instrumentista. Até começar a escrever canções com letra e descobrir que gostava de cantar suas próprias músicas assim, a voz passou a ser o seu principal instrumento.
Trabalhando de forma livre e em contato direto com o público, Dani Gurgel vem inovando na forma de fazer e divulgar sua música: produzindo um som atual e de qualidade indiscutível. Um som brasileiríssimo!
Em 2007 seguiu com duas temporadas de shows. A série ‘Dani Gurgel e Novos Compositores’ apresentou a união da nova geração. Durante os shows foi gravado um E.P. com quatro canções: Mares de Lá, Tergiversar, A Aurora das Coisas e Baião da Dona Dé.
O segundo disco, intitulado Nosso e gravado em 2008, é composto por 11 faixas alinhavadas pelo Jazz. Repertório que trás 15 compositores, entre eles: Vicente Barreto, Dani Black, Vinicius Calderoni, Leo Bianchini, Caê Rolfsen e mais uma galera que nasceu para a música.
No ano seguinte, ela surge com um projeto inovador. Inspirada nos shows de 2007, convida 23 novos músicos para participarem ativamente do disco, cantando suas próprias canções. Surge assim o ‘Agora – Dani Gurgel e Novos Compositores’. Com 10 faixas, juntando o estilo de cada compositor ao seu próprio, Dani criou um disco cheio de swing, que vai do Jazz ao Pop. É um disco viciante. Não é mais do mesmo. Participam do disco grandes cantores/compositores. Seria injusto citar apenas alguns nomes. É um time de ponta!
O disco foi lançado mundialmente pela gravadora Artist Share, e o show de lançamento aconteceu em setembro do ano passado, no Auditório do Ibirapuera, com todos os compositores e cantores no palco. Um show muito elogiado pelo público.
Este ano, Dani está se dedicando a shows pelo Brasil e exterior, visitando as cidades escolhidas pelos próprios fãs, através de uma pesquisa ainda em andamento no site oficial.
Melhor do que ler isso tudo é ouvir! Siga:

http://www.danigurgel.com.br/

http://www.myspace.com/danigurgel

http://www.youtube.com/danigurgel

http://www.twitter.com/danigurgel

quinta-feira, 18 de março de 2010

O grande Moacir Santos

Direto do Cliquemusic


Nascido no sertão pernambucano, começou a tocar clarinete aos 11 anos. Ainda adolescente foi para Recife e em seguida excursionou com um circo pelo interior do estado e tocou em bandas. Nos anos 40 trabalhou na Bahia, Ceará e Paraíba. Por essa época aprendeu a tocar saxofone. Juntou-se à Orquestra Tabajara de Severino Araújo e foi para o Rio de Janeiro em 1948. Logo foi contratado pela Rádio Nacional, onde permaneceu por 19 anos. Além de instrumentista, atuava também como maestro e arranjador. Foi professor de Roberto Menescal, Nara Leão, Sergio Mendes e outros, e nos anos 50 e 60 compôs em parceria com músicos como Vinicius de Moraes e Mário Telles. É considerado um dos grandes mestres da renovação harmônica da MPB. Seu primeiro disco, "Coisas", foi lançado em 1965 pelo selo Forma com todas as dez faixas numeradas com esse nome. Mais tarde fez trilhas para cinema, trabalho que o levou para os Estados Unidos, para onde se mudou. Lá trabalha com cinema, é professor de música e passou a se interessar também por música erudita. Gravou discos pela gravadora Blue Note e vem esporadicamente ao Brasil, onde já recebeu diversas homenagens. Entre suas composições mais célebres e gravadas estão "Nanã" (com Mário Telles), "Menino Travesso", "Triste de Quem" e "Se Você Disser que Sim", todas com Vinicius de Moraes. O parceiro Vinicius o homenageou no "Samba da Bênção" (com Baden Powell): "Moacir Santos/ tu que não és um só, és tantos/ como este meu Brasil de todos os santos").
 
Discografia


Discos de carreira

OPUS 3 Nº 1
Discovery (USA) - 1978

CARNIVAL OF THE SPIRITS
Blue Note (USA) - 1975

SAUDADE
Blue Note (USA) - 1974

THE MAESTRO
Blue Note (USA) - 1972

COISAS
Forma - 1965

Arranjador

BOSSA BALANÇO BALADA
Elenco - 1963

Tributos

OURO NEGRO
MPB - 2001

Participações

BRAZILIAN HORIZONS, VOL. 2
Milestone Records - 1998

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