Direto do blog Jazz e Rock
Dave Brubeck é um dos grandes nomes do jazz. A música sempre esteve presente em sua vida, principalmente por ser de uma família musical, isso fez com que Dave começasse muito cedo no piano - aos 4 anos - aprendendo com sua mãe, e depois aos 9 anos já se empenhava no violoncelo. Apesar disso, Dave não era muito aplicado em aprender métodos, sua vontade era apenas compor suas músicas e toca-las, talvez por isso nunca aprendeu a ler partituras. Mais tarde, já na faculdade, Dave quase foi expulso do curso, após um professor descobrir que ele não sabia ler partituras, a sorte foi que os outros professores o defenderam apontando seu talento em contraponto e harmonia, porém o mais surpreendente foi que a faculdade temia que isso pudesse causar um escândalo e propôs que Dave só receberia o diploma se ele concordasse a nunca dar aulas de piano. Dave também estudou com o compositor francês Darius Milhaud. Em 1951 o pianista criou o seu quarteto, que nos primeiros anos teve algumas mudanças de bateristas e baixistas. Mais foi entre os anos de 1958-1967 e com a seguinte formação, Dave Brubeck (piano), Eugene Wright (baixo), Paul Desmond (saxofone) e Joe Morello (bateria) que o quarteto lançou dois álbuns clássicos.
Em 1959 o quarteto gravou “Time Out”, um dos álbuns mais revolucionários do jazz. Nesse álbum, o quarteto literalmente brincou com o tempo das músicas, prova disso é a clássica “Take Five”, tocada em 5/4. Porém Dave Brubeck Quartet, não parou por ai e dois anos depois lançou “Time Further Out” (1961), um álbum que continuou o excelente trabalho do anterior, porém uma forma ainda mais inovadora. Destaque para “Bluette”, uma música com um ar sombrio, melódica e com um toque sutil e cadenciado que acompanha o saxofonista Paul Desmont e Dave Brubeck. “Far More Drums” é tocada em 4/5 e o baterista Joe Morello literalmente rouba a cena, em uma apresentação impecável. “Unsquare Dance” começa e termina acompanhada pelas palmas, enquanto o baixista Eugene Wright executa grooves perfeitos. Em “Bru's Boogie Woogie” o quarteto embala um jazz swing e Dave Brubeck simplesmente arrasa no piano. “Blue Shadows In The Street” é uma balada bem cadenciada. O álbum ainda traz duas faixas bônus, “Slow And Easy” e “It's A Raggy Waltz” na versão ao vivo tocada no Carnegie Hall. Uma curiosidade em relação à capa do álbum, ela que na verdade é um quadro do pintor Joan Miró e que seria usada no álbum “Time Out”, mais por falta de tempo para cuidar da parte legal para usar a imagem, Dave Brubeck foi pessoalmente até o pintor pedir autorização e assim utilizou no álbum “Time Further Out”.
“Time Further Out” é daqueles álbuns que deve ser apreciado com calma, para que nada passe despercebido, a principio parece estranho devido a variações de tempo, digo isso por que senti isso, mais depois acabei me acostumando e vendo toda a genialidade do Dave Brubeck Quartet atrás disso.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Um bom artigo
Direto do http://www.sojazz.org.br/
Por Newton Mendonça
RUY CASTRO
RIO DE JANEIRO - A música popular pode ser cruel. Dois homens passam anos compondo juntos, fertilizando-se um ao outro e, por vários motivos -um é cantor, o outro não; um é tímido, o outro, exuberante; um morre cedo, o outro segue freneticamente ativo-, o segundo engole o primeiro e, talvez "malgré lui", torna-se o único autor do que fizeram a dois.Foi assim com Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, criadores do baião; com Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, autores de "Folhas Secas", "Pranto de Poeta", "A Flor e o Espinho"; e também assim com Tom Jobim e Newton Mendonça, autores de, entre outros, "Desafinado", "Samba de uma Nota Só" e "Meditação". Mas, para o vulgo, só houve Luiz Gonzaga, Nelson Cavaquinho e Tom.
Newton Mendonça não cantava, era muito retraído e morreu aos 33 anos, em 1960 -justamente quando "Samba de uma Nota Só" começava a estourar. A posteridade converteu-o em letrista de Tom, como se ele fosse outro Vinicius ou Aloysio de Oliveira. Acontece que Newton era pianista, um músico completo -tanto quanto Tom, com quem compunha de igual para igual-, e só às vezes letrista. Sem ele naqueles anos cruciais, c. 1958, não teria havido a bossa nova. Não por acaso, das sete canções de Tom que, nesses mais de 50 anos, passaram de dois milhões de execuções, estão as três com Newton, fundamentais.
Tom também morreu, em 1994, e desde então deu nome ao aeroporto internacional, ao entorno da Lagoa e a um instituto cultural e arrisca-se a virar estátua em Ipanema. Mas Newton nunca foi lembrado para batizar sequer uma sala de aula ou um torneio de peteca na praia.
Vem aí o parque da Bossa Nova, a ser construído pelo governo do Rio no Leblon. Se o chamassem parque Newton Mendonça, em homenagem ao fundador mais esquecido da bossa nova, seria uma reparação justa -e ainda insuficiente.
Fonte: Folha de São Paulo
Por Newton Mendonça
RUY CASTRO
RIO DE JANEIRO - A música popular pode ser cruel. Dois homens passam anos compondo juntos, fertilizando-se um ao outro e, por vários motivos -um é cantor, o outro não; um é tímido, o outro, exuberante; um morre cedo, o outro segue freneticamente ativo-, o segundo engole o primeiro e, talvez "malgré lui", torna-se o único autor do que fizeram a dois.Foi assim com Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, criadores do baião; com Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, autores de "Folhas Secas", "Pranto de Poeta", "A Flor e o Espinho"; e também assim com Tom Jobim e Newton Mendonça, autores de, entre outros, "Desafinado", "Samba de uma Nota Só" e "Meditação". Mas, para o vulgo, só houve Luiz Gonzaga, Nelson Cavaquinho e Tom.
Newton Mendonça não cantava, era muito retraído e morreu aos 33 anos, em 1960 -justamente quando "Samba de uma Nota Só" começava a estourar. A posteridade converteu-o em letrista de Tom, como se ele fosse outro Vinicius ou Aloysio de Oliveira. Acontece que Newton era pianista, um músico completo -tanto quanto Tom, com quem compunha de igual para igual-, e só às vezes letrista. Sem ele naqueles anos cruciais, c. 1958, não teria havido a bossa nova. Não por acaso, das sete canções de Tom que, nesses mais de 50 anos, passaram de dois milhões de execuções, estão as três com Newton, fundamentais.
Tom também morreu, em 1994, e desde então deu nome ao aeroporto internacional, ao entorno da Lagoa e a um instituto cultural e arrisca-se a virar estátua em Ipanema. Mas Newton nunca foi lembrado para batizar sequer uma sala de aula ou um torneio de peteca na praia.
Vem aí o parque da Bossa Nova, a ser construído pelo governo do Rio no Leblon. Se o chamassem parque Newton Mendonça, em homenagem ao fundador mais esquecido da bossa nova, seria uma reparação justa -e ainda insuficiente.
Fonte: Folha de São Paulo
Novidade no programa
Nos últimos dois ou três programas incluimos canções de Chiara Civello, uma talentosíssima intérprete italina, que apresenta um bom repertório jazzístico. O álbum do qual estamos retirando as canções é Last Quarter Monn, o primeiro da sua discografia (ver abaixo discografia completa).
Confira, na sequência, algumas informações sobre essa cantora:
Chiara Civello nasceu em Roma, Itália em 15 de Junho de 1975. É cantora, compositora e pianista. Suas composições têm influências claras de jazz e blues. Em Agosto de 2010, o álbum "7752", anteriormente lançado na Itália, foi lançado no Brasil através do selo de Ana Carolina, Armazém.
Discografia
2005 - Last Quarter Moon
2007 - The Space Between
2010 - 7752
Confira, na sequência, algumas informações sobre essa cantora:
Chiara Civello nasceu em Roma, Itália em 15 de Junho de 1975. É cantora, compositora e pianista. Suas composições têm influências claras de jazz e blues. Em Agosto de 2010, o álbum "7752", anteriormente lançado na Itália, foi lançado no Brasil através do selo de Ana Carolina, Armazém.
Discografia
2005 - Last Quarter Moon
2007 - The Space Between
2010 - 7752
De volta
Andamos um tempinho meio afastados aqui do blog do programa mas agora estamos retomando as postagens.
Continuaremos trazendo informações sobre bossa nova e jazz, assim como as novidades do programa.
E não custa lembrar: o Bossa, Jazz & Cia. vai ao ar todo domingo, às 19h00, na FM Unitau, 107,7 Mhz.
Continuaremos trazendo informações sobre bossa nova e jazz, assim como as novidades do programa.
E não custa lembrar: o Bossa, Jazz & Cia. vai ao ar todo domingo, às 19h00, na FM Unitau, 107,7 Mhz.
Quintas de Jazz e Blues
O SESC Taubaté repete este ano o Projeto Quintas de Jazz e Blues, com shows no Circo.
No último dia 09 de stembro tivemos a apresentação do Chiquinho Oliveira Quarteto, com repertório que incluiu clássicos do jazz, do blues e da música instrumenta brasileira.
No próximo dia 16, as 21 horas, será a vez de Derico e Trio apresentar repertório calcado em clássicos do Blues e do Jazz, trazendo composições de grandes mestres de ambos os gêneros musicais.
No último dia 09 de stembro tivemos a apresentação do Chiquinho Oliveira Quarteto, com repertório que incluiu clássicos do jazz, do blues e da música instrumenta brasileira.
No próximo dia 16, as 21 horas, será a vez de Derico e Trio apresentar repertório calcado em clássicos do Blues e do Jazz, trazendo composições de grandes mestres de ambos os gêneros musicais.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Tomati em S.José
Casa do Jazz traz hoje o músico Tomati em S.José
O projeto “Casa do Jazz”, do Sesc de São José dos Campos, recebe hoje, às 20h30, o músico Tomati. Como acontece todas as edições da iniciativa, o trompetista Chico Oliveira recebe junto com a sua banda um convidado a cada semana.
Já amigos de palco pelo Sexteto do Programa do Jô, Chiquinho recebe hoje o guitarrista Tomati. Como sintonia os dois já têm de sobra, o show de hoje promete ser uma grande apresentação de jazz.
O projeto tem o objetivo de apresentar ao público diferentes vertentes do jazz, em fusão com a bossa nova e a música latina. As performances são repletas de improviso. “Considero Tomati um dos maiores guitarristas do Brasil”, disse Chico Oliveira que garante que cada apresentação ele se diverte com os convidados. “A ideia é sempre trazer grandes nomes na música. É uma oportunidade do público da região ter acesso a esses artistas que vivem em turnês.”
Tomati
O paulistano Carlos Nascimento (Tomati) estudou guitarra com músicos renomados como Scott Henderson e Paul Gilbert nos EUA. Suas maiores influências são de Joe Pass, Jimi Hendrix e Pat Metheny. Participante de vários festivais, integra o sexteto do Programa do Jô.
Além do seu talento na parte instrumental, em 2000, Tomati lançou o seu primeiro CD inteiro cantado, “Nascimento” (Lua Discos). Para inaugurar a nova fase de sua carreira, além de músicas próprias, escolheu canções de Tom Jobim e Carlos Lyra, entre outros. Seu mais recente trabalho “Tomati & Michelle Spinelli -- Som de Casa” foi lançado em 2007. Nele o artista aposta nos ritmos da música brasileira.
Trompete
Chico Oliveira atua como arranjador e trompetista. Acompanhou Hermeto Pascoal, Gonzaguinha, Jorge Bem Jor, Dione Warwick e Elba Ramalho. É criador e regente da Big Band Metalmanera -- formada em 2000. O grupo é constituído por 20 músicos, a maioria do Vale do Paraíba, e conta com um repertório voltado para os temas tradicionais das big bands americanas, com músicas brasileiras, com vários arranjos inéditos elaborados. Desde a formação, tem uma agenda repleta de shows.
Fonte: O Vale
O projeto “Casa do Jazz”, do Sesc de São José dos Campos, recebe hoje, às 20h30, o músico Tomati. Como acontece todas as edições da iniciativa, o trompetista Chico Oliveira recebe junto com a sua banda um convidado a cada semana.
Já amigos de palco pelo Sexteto do Programa do Jô, Chiquinho recebe hoje o guitarrista Tomati. Como sintonia os dois já têm de sobra, o show de hoje promete ser uma grande apresentação de jazz.
O projeto tem o objetivo de apresentar ao público diferentes vertentes do jazz, em fusão com a bossa nova e a música latina. As performances são repletas de improviso. “Considero Tomati um dos maiores guitarristas do Brasil”, disse Chico Oliveira que garante que cada apresentação ele se diverte com os convidados. “A ideia é sempre trazer grandes nomes na música. É uma oportunidade do público da região ter acesso a esses artistas que vivem em turnês.”
Tomati
O paulistano Carlos Nascimento (Tomati) estudou guitarra com músicos renomados como Scott Henderson e Paul Gilbert nos EUA. Suas maiores influências são de Joe Pass, Jimi Hendrix e Pat Metheny. Participante de vários festivais, integra o sexteto do Programa do Jô.
Além do seu talento na parte instrumental, em 2000, Tomati lançou o seu primeiro CD inteiro cantado, “Nascimento” (Lua Discos). Para inaugurar a nova fase de sua carreira, além de músicas próprias, escolheu canções de Tom Jobim e Carlos Lyra, entre outros. Seu mais recente trabalho “Tomati & Michelle Spinelli -- Som de Casa” foi lançado em 2007. Nele o artista aposta nos ritmos da música brasileira.
Trompete
Chico Oliveira atua como arranjador e trompetista. Acompanhou Hermeto Pascoal, Gonzaguinha, Jorge Bem Jor, Dione Warwick e Elba Ramalho. É criador e regente da Big Band Metalmanera -- formada em 2000. O grupo é constituído por 20 músicos, a maioria do Vale do Paraíba, e conta com um repertório voltado para os temas tradicionais das big bands americanas, com músicas brasileiras, com vários arranjos inéditos elaborados. Desde a formação, tem uma agenda repleta de shows.
Fonte: O Vale
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