quinta-feira, 3 de março de 2011

Domingo tem

Se você, em pleno carnaval, cansar de ouvir marchinhas, sambas, frevos e axé, sintonize o Bossa, Jazz &Cia para dar um tempo e ouvir música relaxante e de muita qualidade. Neste domingo tocamos um playlist incrível. Acompanhe. Bossa, Jazz&Cia, domingo, 19horas na FM Unitau (107,7).

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Um álbum que merece ser bem ouvido

Semana passada tive a oportunidade de voltar a degustar o álbum "Closer", de David Sanborn, do selo Verve Records. É jazz de primeiríssima linha, sem dúvida.

David Sanborn é um excelente saxofonista. No álbum em questão, ele é acompanhado por Larry Goldings no órgão e piano elétrico, Gil Goldstein no acordeon e piano elétrico, Mike Mainieri no vibrafone, Russel Malone na guitarra, Christian McBride no baixo, Steve Gadd na bateria, Luis Quintero na percussão, Lizz Wright nos vocais em três faixas e Bob Sheppard no saxofone tenor e soprano.

Eu destaco as faixas Tin Tin Deo, Señor Blues, Capetown Fringe e Sofia., mas o álbum merece ser inteirinho ouvido com bastante atenção.

Ouça!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Que alegria...

Em dois anos eu mudei três vezes de endereço. E nessa loucura que são as mudanças, fiquei sem poder ouvir meus cd´s, que permaneceram encaixotados por praticamente um ano inteiro.



Semana passada matei saudade e ouvi alguns artistas que admiro muito. Primeiro ouvi, da Coleção Folha Bossa Nova, o cd da Leny Andrade. Na minha muito modesta opinião, uma das maiores intérpretes brasileiras em todos os tempos. Voz única, repertório excelente, tarima e balanço incomparáveis.

Depois, ainda da coleção da Folha, ouvi o álbum de Wilson Simonal. Uma aula de interpretação e de swing. Ele era bom demais! Era capaz de dar roupagem única a várias canções de diferentes vertentes.



Assim é a música brasileira: recheada de talentos espetaculares e que ficam, infelizmente, esquecidos da mídia e apartados do grande público.

Estamos voltando

Depois de um período de ausência (férias) em que programas foram reprisados, o Bossa, Jazz&Cia está de volta com força total em 2011. Passaremos a ter programas inéditos neste fim de semana ou no máximo no próximo (vai depender do cronograma de edições).

Continuaremos tentando trazer música boa para abrir suas noites de domingo. Sempre a partir das 19h00. Uma hora de bossa nova, jazz e música brasileira e internacional de qualidade.

Estamos de volta!!!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Bom show!

Sesc São José recebe show de Luiz Melodia na noite do dia 29

O que sempre foi um namoro intenso, agora é casamento firmado. Dizer que Luiz Melodia tem uma relação com o samba é “chover no molhado”. O estilo esteve sempre presente em sua música, mas desta vez é diferente. Em “Estação Melodia” o músico escancara a paixão e interpreta clássicos que vão de Cartola a Paulinho da Viola. Quase todos foram conhecidos por Melodia na infância vivida no Morro de São Carlos, no Estácio, berço carioca de bambas como Ismael Silva, de quem o cantor revive “Contrastes”.
É este repertório  que Luiz Melodia traz para o Sesc São José dos Campos no dia 29, às 20h30.  Um show de intérprete, mas que consegue ser ao mesmo tempo um momento autoral, dada a capacidade de Melodia de colocar sua marca, sua forma. Neste show, o músico convida para um boteco imaginário os grandes nomes do samba, inclusive seu pai, Oswaldo Melodia, que ganhou interpretação em duas canções: “Não me quebro à tôa” e “Linda Teresa”.
A ideia de gravar um álbum de samba vem de muito tempo. O incentivo que faltava veio em um show especial que Luiz Melodia fez em comemoração aos 70 anos do Teatro Rival. No espetáculo de 2006, Melodia cantou o samba de diferentes épocas, e lançou no ano seguinte “Estação Melodia”. O disco também se transformou em DVD, lançado pela MTV.  Os arranjos para o show são de Silvério Pontes e Alessandro Cardoso, a iluminação é de Rubens Gonzaga e a direção é de Jane Reis. 
Fonte: O Vale

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Uma grande perda...

O saxofonista, flautista e compositor James Moody faleceu ontem (09/12) em sua residência em San Diego. Ele tinha 85 anos e sofria de um câncer no pâncreas e , recentemente, escolheu declinar do tratamento através de radiação e quimioterapia.

O serviço funerário está marcado para o dia 18 de Dezembro noGreenwood Memorial Park, 4300 Imperial Ave em San Diego com visitação pela manhã e uma celebração de sua vida na Faith Chapel,9400 Campo Road no Spring Valley às 14h.

Com 21 anos , em 1946, foi contratado por Dizzy Gillespie para integrar sua big-band - a primeira orquestra de puro bebop, estilo até então restrito a pequenos conjuntos. A banda tinha, entre os seus componentes músicos que estariam, no futuro, compondo a constelação do jazz como o vibrafonista Milt Jackson , o baxista Ray Brown, o pianista John Lewis e o baterista Kenny Clarke .

Em maio de 1949, James Moody brilhava no primeiro Festival Internacional de Jazz de Paris, ao lado do emergente Miles Davis, líder de um quinteto em que o pianista era Tadd Dameron, compositor de Good bait, Hot house, Lady Bird e outras memoráveis antífonas do bebop.

James Moody gostou da esperiência européia e por lá foi ficando. Na Suécia, meses depois do sucesso de Paris, gravou no sax alto (e não no sax tenor habitual) uma versão irresistível de "I'm in the Mood for Love" com letra de Eddie Jefferson (1918-1979), o mais original e esquecido de todos os vocalistas bop. Muita gente associa James Moody, apenas, a este sucesso que é obrigado a tocar (e a cantar) sempre que se apresenta em público, e não sabe que o saxofonista, principalmente no tenor foi um dos mais criativos estilistas do instrumento em forma de "j" que é o próprio símbolo do jazz, desde os tempos de Coleman Hawkins e Lester Young.
Músicos e críticos sempre o elevaram ao nível de Dexter Gordon, Johnny Griffin, Benny Golson e Jimmy Heath.O crítico Gary Giddins, ao comentar para o Village Voice uma apresentação de Moody no finado Sweet Basil, em 1980, quando voltou de um "exílio" de sete anos em Las Vegas, sintetizou de forma muito feliz as principais características do grande saxofonista: "a ilimitada facilidade de expressão, os belos sombreados tonais e essas intrigantes justaposições que fazem de seus melhores solos mini-epopéias, nas quais rivalizam paixão, suspense, realces cômicos, lirismo, imprevisibilidade, inteligência aguda e variação tonal".Essas qualidades já eram notáveis nos anos 60, sobretudo no quinteto que Dizzy Gillespie formou com ele e o pianista Kenny Barron em posições de relevo, improvisando sobre temas de Dameron e composições refinadas de Tom McIntosh. O LP "Something old, Something new", de 1963, reeditado pela Verve (558079), é um registro precioso, tanto na discografia de Gillespie como na de Moody.Outros discos relevantes para quem quer apreciar o endiabrado representante do ramo estilístico da árvore Lester Young-Charlie Parker são:" Moody and the brass figures (OJC 1099)", de 1967, em que o saxofonista interpreta temas bop sobre arranjos para três trompetes, um trombone, tuba e seção rítmica; "Moody's party-Live at the Blue Note (Telarc 83382)", comemoração dos 70 anos do pioneiro do bebop, em quarteto com Mulgrew Miller (piano) e convidados da excelência do trompetista Arturo Sandoval e do também saxofonista Chris Potter; "The two tenors-Warner jams, vol.2 (Warner 46212)", de 1997, em que Moody exibe sua maestria, co-liderando um quinteto com o também sax tenor Mark Turner, 40 anos mais moço, e um dos mais expressivos jazzmen da "geração dos anos 90". Seus discos mais recentes foram "James Moody 4A" e James Moody 4B", cujas críticas publicamos neste blog (Ver Seção Marcadores - Crítica).
Com uma imensa saudade nos despedimos com o vídeo abaixo


Fontes :SoJazz/JazzTimes e Clube do Jazz

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